Lápis Velho

É de costume que o lápis de cor não seja usado até o final.
Quando fica difícil segurar ele com os dedos por conta do pouco tamanho, troco de cor ou de estojo, e aquele que me servia emprestando sua cor, já não presta mais.
Mas vale lembrar que ele só chegou a essa fase porque se deu.
Deu sua cor para as minhas aquarelas e desenhos antes vazios.
Onde sobrava apenas contorno, ele pôs destaque.
Nada de mal em ser gasto, é para isso mesmo que ele foi feito.
Para colorir.
No entanto, é uma pena que, embora ele ainda seja capaz de ofertar o seu verde, por não ser mais tão funcional, é deixado de lado.
Não é diferente a trajetória do Ser Humano.
Há uma fase da existência em que a capacidade de colorir a vida ainda não se foi, mas já não está plena.
E então prepara-se um estojo e ali são colocados os velhos e já bem usados lápis.
Em seus cabelos o branco parece mostrar a ausência de cor e, portanto, sua inutilidade.
No entanto, o que este branco demonstra é a mistura e a presença de todas as cores.
E então, aqueles cuja lente da vida enxerga apenas o “funcional”, perdem a beleza da sabedoria multicor que não é apenas utilizável, mas é viva e livre!

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